A internação involuntária é destinada às pessoas que, em vista do grau da dependência de uma ou várias substâncias nocivas, estão momentaneamente impossibilitadas de optar por fazer ou não o tratamento. A perda de controle de suas vidas, em todos os sentidos, tem causado danos a sua saúde, a seus relacionamentos pessoais e profissionais de tal modo, que não se pode deixar à sua escolha se querem ou não o tratamento.
O trabalho nesses casos, logo de início, se concentrará na busca da conscientização do paciente dos problemas ocasionados por sua dependência, dos prejuízos que tem sofrido em sua vida, para que ele se faça partícipe de seu tratamento e de sua recuperação.
É de fundamental importância a intervenção dos familiares e/ou responsáveis para que nada de mais grave aconteça. Em muitos casos, transtornos graves podem ser anteriores ao uso da droga, o paciente, então, deverá ser tratado em sua integralidade; é fundamental a avaliação e acompanhamento psiquiátrico para o diagnóstico de co-morbidades (transtorno bipolar do humor, esquizofrenia, depressão etc) “para atingirmos um resultado satisfatório na redução do comportamento aditivo (....) e manter a adesão do paciente ao tratamento” (Esdras C. Moreira e George H. G. Soares - CETAD/UFBa).
A internação involuntária é realizada com a ajuda de equipe de remoção, especializada nessa função. A internação deve ser muito bem orientada pelos profissionais da clínica, pois se trata de intervenção delicada que deve ser cercada de cuidados e respeito às orientações do médico, da equipe de psicólogos e da equipe administrativa.
Cabe, no entanto, um alerta. A maioria dos locais que oferecem esta modalidade de tratamento não estão regulamentadas para esse serviço.
Existe hoje uma série de normas reguladoras dos serviços de atenção a dependência química, principalmente para o tratamento involuntário. Alguns registros, principalmente o de estabelecimento de saúde, são imprescindíveis para esta modalidade de tratamento. Estes registros trazem segurança e tranquilidade para a família evitando futuros aborrecimentos, segurança para o paciente, pois ele está sendo atendido e tratado por uma clínica regulamentada e fiscalizada, e segurança para a própria clínica por estar trabalhando dentro da legalidade.
O acompanhamento, outro fator de extrema importância para o tratamento, é realizado por equipe de profissionais, treinados e capacitados, composta por médicos (psiquiatra e clínico), psicólogos, terapêutas, consultores em dependência química, terapêutas ocupacionais, professores de educação física, monitores, enfermeiros e outros.
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