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Artigos |
+ Bebês sofrem com álcool na gravidez
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O consumo de álcool durante a gravidez vem preocupando cada vez mais os médicos e especialistas, que alertam para os males causados especialmente aos bebês.
Estudo realizado pela Fetal Community Resource Center, do Canadá, com mães alcoólatras, concluiu que 95% das crianças afetadas pela chamada síndrome fetal relacionada ao álcool apresentam distúrbios mentais e 70% têm problemas na busca por empregos. A mesma pesquisa identificou que 68% das crianças têm problemas com a lei e apresenta dificuldades no período escolar.
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De acordo com a ginecologista e obstetra Maria
Thereza Werneck, o ideal é que não se consuma nenhum
tipo de bebida alcoólica durante a gestação. "O álcool é a droga mais utilizada por gestantes e pode
causar incapacidade cognitiva nas crianças. Não existe um
limite seguro para o consumo. Tem paciente que diz que
não resistiu e tomou um copo de vinho, mas o ideal é não
beber nada", alerta a médica.
O diretor do Instituto Campos da Paz de Pesquisas Biomédicas, o ginecologista e obstetra Arthur da Paz, alerta que o consumo é mais perigoso durante os três primeiros meses da gravidez, época em que a atenção deve ser redobrada. "São os meses de
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formação, e deve-se evitar não apenas o álcool, como também o cigarro", ele diz.
Segundo Arthur da Paz, a síndrome analisada no estudo atinge geralmente pessoas das classes D e E, mas é sempre aconselhável evitar o álcool durante a gestação e também no período de amamentação.
"A síndrome tem casos em que a criança, ao nascer, passa a ter reações como qualquer dependente de drogas, com convulsões pela falta de álcool na circulação", conclui.
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